Jardim MunicipalDe todos os conventos existentes no Funchal os únicos que sobreviveram foram os de Santa Clara e do Bom Jesus. Os conventos da Encarnação, das Mercês e de São Francisco foram demolidos ou deixados à ruína, desaparecendo importantes marcos da herança cultural edificada.Quando os Franciscanos vieram para a ilha, instalaram-se numa modesta habitação e, depois disso, quando regressaram, instalaram a sua comunidade no antigo hospício de São João. Depois disso, os Franciscanos começaram a procurar um sítio maior, construindo o convento onde hoje se encontra o Jardim Municipal. Ainda pode ver neste jardim uma brasão de armas em mármore, em tempos exposto na fachada do convento. Mais tarde, este espaço foi usado como hospital, cadeia, tribunal e asilo. Em 1844, o edifício foi cedido à Câmara Municipal, para lá se instalar o tribunal, mas nada aconteceu nesse sentido e, o que eram apenas ruínas, acabou por desaparecer. Em 1878, a Câmara Municipal nomeou uma comissão de vereadores para concretizar um projecto para um jardim na zona do extinto convento. Em 1885, o espaço passou a ter a designação de Jardim Municipal (nome pelo qual continua a ser conhecido hoje) e, mais tarde, Jardim Dona Amélia, em homenagem à rainha. Com cerca de 8300 metros quadrados cobertos de magníficas flores, plantas e árvores provenientes da Madeira, bem como outras espécies exóticas de várias partes do mundo, este jardim é hoje uma área de lazer que inclui um pequeno lago com cisnes e patos, um café e um anfiteatro onde se realizam diversos tipos de eventos culturais. |





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