Turismo

As opiniões sobre o destino a dar à Madeira têm mudado desde a sua exploração em 1419. Nos primeiros dias da colonização, a falta de mão-de-obra foi resolvida com a vinda de prisioneiros das prisões de Lisboa.

No entanto, já há muito tempo que os visitantes encontravam nesta ilha uma população hospitaleira, um clima maravilhoso e um crescente aumento de hotéis e outras acomodações turísticas para todos os gostos e feitios. Os primeiros turistas na Madeira foram passageiros dos transatlânticos. A Madeira constituía uma paragem obrigatória para o abastecimento de carvão e uma excursão pelo campo era uma óptima pausa na travessia do Atlântico.

Em 1894 William Reid abriu o seu primeiro hotel na zona oeste da baía do Funchal, onde ainda hoje é servido o chá inglês,para os apreciadores. Seguindo o sucesso do Sr. Reid um grande número de hóteis abriu portas, mas o número de quartos era limitado, até à abertura do Aeroporto em 1963. Um rol de figuras famosas visitou a Madeira nessa época, desde George Bernard Shaw, que tirou algum tempo para aprender a dançar, a Winston Chruchill que pintou a, na altura, Vila de Câmara de Lobos. A Madeira também albergou uma parte de exilados de Napoleão, que paravam no seu caminho para St. Helena, e Carlos, o Arquiduque da Áustria e último Imperador da Casa dos Habsburg, que morreu e foi enterrado no Monte.

Hoje em dia, a maioria dos turistas chega da Alemanha e Reino Unido, de avião, à procura de algum sol de Inverno, paz e sossego. Nos meses de Verão nota-se uma maior afluência de visitantes dos países da Europa do Sul, que vêm à Madeira para escapar ao sol tórrido e ao grande afluxo de turistas, verificado nas suas terras. Como um eco do passado, muitas pessoas ainda chegam de barco, porque o Funchal é uma paragem obrigatória para os Cruzeiros do Atlântico. Nos últimos anos tem-se notado que aos poucos o turismo se tem estendido às zonas rurais. Muitos dos turistas visitam a Madeira para a práctica do surf, pesca desportiva, para fazer levadas e montanhismo.

Numa coisa estão todos de acordo, é que devido à baixa percentagem de turistas em relação à população local, ainda têm a oportunidade de viver e respirar uma vida diferente, coisa que não acontece em certos destinos turísticos dominados pela febre dos cifrões. Nesses locais os turistas pouco têm a escolher, o espaço para viajar é limitado, os uniformes oficiais, a comida institucionalizada e a população local atormentada. Podem mesmo fazer lembrar colónias de presos. Na Madeira a vida é diferente e irá sentir saudades quando partir.
 
 
 
 

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